A Apple divulgou na semana passada que entra na briga pelo streaming de músicas. Com o lançamento do Apple Music a empresa entra para um mercado que cresce exponencialmente pelo mundo.

O mercado da música digital vem impressionando mesmo. Segundo o IFPI (The International Federation of the Phonographic Industry) no ano de 2014 a Receita vinda de produtos digitais cresceu 6,9% atingindo um total de nada menos que US$6,9 bilhões de dólares. Em termos globais as receitas digitais já correspondem ao mesmo patamar das receitas com vendas físicas situada no patamar de 46%. Isso mostra claramente para onde o mercado da música está se direcionando.

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A Apple chega ao mercado basicamente oferecendo o mesmo serviço já oferecido pelos concorrentes e dificilmente teremos algo muito revolucionário nos serviços oferecidos pela Apple. É verdade que a integração e experiência com seus produtos já presentes no mercado pode ser um diferencial interessante, mas será que serão tão relevantes a ponto de fazer os usuários já satisfeitos no mercado?

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Mas nem tudo é motivo para comemoração. Afinal o Apple Music a princípio não trará nenhum benefício adicional aos dos concorrentes que já estão no mercado. Dessa forma é de se esperar que pelo menos o valor para a assinatura seja o mesmo ou próximo, mas lembre-se que estamos tratando a Apple. A empresa tem toda uma mística em torno de exclusividade, qualidade e status. Disso ninguém duvida. Mas tudo tem limite.

O preço dos concorrentes atualmente (dados do site coletados em 15/06/2015) estão exatamente os mesmos. Pelo menos os principais têm o mesmo preço. Veja abaixo.

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Imaginem então que a diferença, dos atuais concorrentes para a Apple Music fica em nada menos do que 48,55%. Desse jeito Tim Cook vai ter que suar muito a camisa para conquistar mercado por aqui.

No site, a Apple menciona dois tipos de assinatura do serviço Apple Music, ambos ainda a serem oficializados. As opções são: serviço de assinatura individual ou familiar. Pode ser que a empresa venha com alguma estratégia agressiva de preços no lançamento. É possível também que a política de preços do Apple Music seja agressiva inicialmente, para que seja garantida uma parcela substancial de assinantes.

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A contar que a Apple tem limitações de demanda pelo serviço, uma vez que é de se esperar que o mesmo seja compatível apenas com seus produtos (sistema IOS, iPhone, iPods, iPads…). Sendo assim há um limite natural de assinantes que é igual ao número de pessoas que usam a plataforma Apple em algum tipo de hardware tablets, smartphones ou MAC’s.

Ninguém sabe onde isso tudo vai dar. Tudo é mera especulação ainda. Uma coisa é certa: não será nada fácil cobrar 48,55% a mais que os concorrentes já estabelecidos no mercado.

Em se tratando de Apple, é de se espera que a empresa tenha algo escondido “na manga”. Caso contrário, pode ser preparar para ver o serviço minguar, pelo menos aqui no Brasil. Afinal pelo andar das coisas por aqui, dificilmente alguém terá 48% a mais de renda para pagar num produto sem inovações relevantes.