Essa semana é celebrado o dia do Poeta! Mais precisamente no dia 20 de outubro.

Não poderia deixar passar em branco uma data como esta. Ainda mais eu, que de vez enquanto escrevo algumas estrofes despretensiosas por aí.

Mas vamos retornar ao mundo Geekonomics, porque aqui, mesmo sendo o dia do poeta, encontramos um jeito muito diferente de celebrar a data, criando este post sobre a perspicácia econômica do Poeta Português Fernando Pessoa.

Os estudos sobre Fernando Pessoa estão em toda parte e para quem tem interesse em pesquisar sobre o escritor, não haverá problemas de fontes. Suas obras também são amplamente divulgadas, inclusive de forma gratuita na internet.

Poucas pessoas sabem, no entanto, que Fernando Pessoa fora um exímio escritor de cartas comerciais. Dessa experiência, brotam artigos com opiniões sobre temas econômicos como: Privatização, globalização, marketing, dentre outros.

A ideia desse post é celebrar o saber econômico e comercial de Fernando Pessoa e para tanto cito abaixo trechos de escritos do autor sobre alguns temas econômicos interessantes.

1 – Privatização e Administração Pública

privatization
Fernando Pessoa em artigo para uma Revista Portuguesa expressa sua opinião sobre o tema:

“ Considerada em si mesma, a administração de Estado é o pior de todos os sistemas imagináveis para qualquer das três entidades [Estatização, monopólio e liberdade] com que essa administração implica: de todas as coisas “organizadas”, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal organizada de todas. E a razão é evidente. A sociedade é uma pseudo-ciência, ou, pelo menos, uma proto-ciência. Não há ciência social, ou, pelo menos, não há só opiniões, tão pouco definitivas e científicas como as que há em matéria artística ou literária.” (PESSOA, Fernando, Revista de Comercio e Contabilidade, Nº04, Lisboa, 1926)

2 – Evolução e importância do comércio

testes-site-comc3a9rcio-eletronico-ecommerce

“A atividade social chamada comércio, por malvista que esteja hoje pelos terroristas de sociedades impossíveis, é contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. O outro característico distintivo é o que se denomina cultura.”. (PESSOA, Fernando, Revista de Comercio e Contabilidade, Nº03, Lisboa, 1926)

3 – Foco no cliente e estudo de mercado consumidor

keep-calm-and-foco-no-cliente-18

“ Um comerciante, qualquer que seja, não é mais que um servidor do público, ou de um público; e recebe uma paga, a que chama o seu “lucro”, pela prestação desse serviço. Ora, toda a gente que serve deve, parece-nos, agradar a quem serve. Para isso é preciso estudar a quem se serve – mas estuda-lo sem preconceitos nem antecipações; partindo, não do princípio de que os outros pensam como nós – ou devem pensar como nós -, mas do princípio de que, se queremos servir os outros (para lucrar com isso ou não), nós devemos pensar como eles…. Nada revela mais uma incapacidade fundamental para o exercício do comércio do que o hábito de concluir o que os outros querem sem estudar os outros.”. (PESSOA, Fernando, in: A Economia em Pessoa, H.B. Frando,GUSTAVO, Ed. Zahar, 2007)

É interessante ver toda a sagacidade de Fernando Pessoa em escritos ligados a economia e temas de marketing. O raciocínio quase filosófico e por vezes com críticas contundentes, contraste com suas cartas de amor onde o autor abusa dos diminutivos.

Não era para menos que Fernando Pessoa considerava cartas de amor como sendo “ridículas” rsrsrsrs.

Até a próxima pessoal!