De repente todo mundo falando em crise e você aí pensando em como vai sair dessa. E tem ainda aqueles que nem se deram muita conta do que pode mudar em suas vidas cotidianas quando a crise realmente se instalar.

Pode parecer complexo, mas não tem muito segredo não e para evitar que você caia em alguma armadilha financeira, taí mais um post cheio de dicas.

Para pessoas comuns como eu pelo menos, que está da classe média para baixo, o que acontece é que de uma hora para outra perdemos poder de compra.

Essa perda se deve principalmente ao aumento da inflação que em muitos itens supera e muito o índice oficial do governo que fechou 2015 em 10,65% e que segundo as previsões de mercado deve bater algo em torno de 6,93% ou mais.

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A conta é simples. Se tudo sobe mais do que o seu salário ou sua renda aumenta, você consequentemente passa a conseguir comprar menos coisas ou menos quantidade daquilo que você costuma comprar.

Além disso ainda tem o aumento dos juros, que deixa mais caro tomar empréstimos, usar o cheque especial e o cartão de crédito e se refinanciar.

Ok. Agora que já temos uma ideia de como as coisas podem complicar em 2016, resta saber como evitar armadilhas e se expor o mínimo possível ao risco de se enrolar com as contas.

risco de armadilha financeira a frente

Não pensem que vou colocar aqui soluções mirabolantes, milagrosas ou atalhos para sair bem da crise, porque isso quase sempre não existe ou se existe, está disponível apenas para um grupo seleto de investidores.

Soluções simples, que não demandam gastos adicionais nem grandes conhecimentos em finanças, é disso que vou falar aqui.

Então vamos lá!

Rapidamente resumo as obviedades:

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1 – Não faça dívidas;
2 – Não gaste mais do ganha;
3 – Poupe parte da sua renda. (sei que é difícil, mas você tem que encontrar um jeito). Em tempos de crise temos que saber viver na escassez para sobreviver.
4 – Saiba exatamente para onde está indo seu dinheiro. Anote no caderno, na planilha ou num software financeiro, mas saiba exatamente para onde vai cada centavo gasto por você.

Obviedades à parte…

O que não óbvio, mas acontece muito é que mesmo sendo austero, pode acontecer situações em que um gasto inesperado é necessário e indispensável. Nessa hora se a reserva não bastar para cobrir ou se não houver reserva temos que ficar espertos para evitar nossa própria bancarrota.

Então o que fazer?

Resumindo as ações não óbvias:

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1 – Tenha dois cartões de crédito com datas de vencimento da fatura diferentes. Um vence no início do mês e outro mais para o final. Com isso se a grana acabar, compre no cartão que enviará a cobrança no mês seguinte. Isso te dará fôlego para virar o mês;

2 – Se após virado o mês e mesmo assim você estiver no vermelho, pague uma a fatura do cartão do início do mês com o cartão do final do mês. Isso te dá mais prazo para pagar ambas as faturas. Na prática você está rolando a dívida com custos mínimos de tarifas, mas sem os juros exorbitantes. (Verifique se isso é possível com seus cartões e quais a tarifas antes de fazer);

3 – Refinancie as dívidas antes de ter o nome negativado. Existe uma janela no crédito que é muito importante para quem já sabe que entrará em dificuldades. A janela é o momento até que seus credores percebam que você vai dar o cano e isso acontece em geral quando você atrasa mais de 30 dias alguma conta. Então se coisa ficar feita, renegocie ou refinancie TODAS suas dívidas, inclusive os saldos a vencer no cartão de crédito, antes de ficar mais de 30 sem pagar;

4 – Corte gastos ao extremo. Faça dieta, compre marcas mais baratas, faça a feira no final e pegue as promoções. Qualquer economia vai te ajudar no final do mês a reduzir o rombo;

5 – Dê o calote na conta de energia e água em 30 dias. Deixe uma das contas atrasar e use o dinheiro para amortizar a dívida com juros mais alto. Em geral as empresas não cortam energia nem água a não ser que atraso supere os 30 dias. Então com isso, pagando sempre um mês atrasado você paga ao longo do ano apenas 11 contas de energia e água e não 12. (Verifique os prazos de corte de serviços com sua concessionária de energia e água);

6 – Se tiver carro ou moto venda imediatamente. A não ser que dependa do automóvel para trabalho e que não haja nenhuma outra opção para trabalhar sem o carro ou moto, venda o mais rápido que puder. Automóveis depreciam depressa e geram custos elevados que muitas vezes são imprevisíveis. Defeitos, acidentes, quebras… tudo pode acontecer e sem dinheiro você não conseguirá arrumar sem se endividar ainda mais. No mais carro com defeito vale menos, então venda o carro enquanto ele estiver funcionando;

7 – Use bens disponíveis em casa para se capitalizar. Tem mais de uma TV, venda o excedente. Isso fará você apurar algum dinheiro extra e ainda de quebra vai economizar na energia. Combine isso com a esposa antes de fazer;

8 – Arrume alguma atividade que lhe dê renda extras em seus períodos de folga. Ok, eu sei. Todo mundo precisa descansar, é verdade. Mas que tem dívidas fica em casa e não descansa. Então se sacrificar um pouco aos finais de semana pode ser muito gratificante e deixar os momentos de descanso, mesmo que menores, mais prazerosos;

9 – Se pagar aluguel, mude para um mais barato ou tente negociar para não haver reajuste. Se já tiver a casa própria, tente alugar sua garagem para alguém, afinal você já terá vendido o carro mesmo, rsrsrs.

Acho que já está bom rsrsrs.

Sei que não é fácil, mas tente ser forte e realista, porque um dia a dificuldade passa e quando passar, você sairá dela melhor do que entrou. E se conseguir manter a austeridade, vai até juntar dinheiro.

dias ruins e bons armadilhas

PS: Se tudo der errado, dê calote nos bancos, receba tudo em dinheiro vivo e siga os mesmos passos anteriores acrescentando apenas um item: pague tudo à vista.