Está cada vez mais difícil ser otimista em relação ao atual estágio da política brasileira.

Num golpe certeiro para proteger o ex presidente Lula, Dilma mancha o último pixel intacto de sua biografia e entra para a história como o maior fantoche e acéfalo político jamais visto. Mas parece que a Presidente não se preocupa nem um pouco com sua biografia, afinal não é de hoje que ela vem escrevendo capítulos da mais baixa envergadura em sua história pessoal.

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A despeito do excepcional trabalho desenvolvido pelo juiz Sérgio Moro e pelo esforço do povo em manifestar suas insatisfações nas ruas, permaneço descrente sobre a possibilidade de impeachment da atual Presidente.

É verdade que a cada minuto, o impeachment parece mais próximo. No entanto, a origem da minha descrença é que, diferente de outros momentos políticos delicados, hoje não temos nenhuma liderança política que se identifique com o povo. Não há hoje um líder político sequer que pareça conseguir assumir a legitimamente as reivindicações populares e leva-la para discussão no legislativo.

Já era para ter brotado no Senado e na Câmara algum tipo de atitude perante tudo que está acontecendo. Lamentavelmente o que parece acontecer é como diria o sambista Bezerra da Silva:

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. ”

Já que chegamos a esse ponto…. Resta ter esperança nos ritos judiciários.

Preocupa, no entanto, as declarações de Lula em que cita: “Que o STF está acovardado”.

Vindo de Lula, a expressão: “STF acovardado” denota uma possível falta de coragem do STF sem coragem em se curvar ou seguir as ordens do ex presidente.

Enquanto fiamos nossa esperança no judiciário e no povo nas ruas, como única saída para a crise política, a economia entra em inércia.

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Retroceder não é mais uma opção especulada apenas para o curto prazo, 2 ou 3 anos. O movimento de retrocesso econômico, parece ter invertido seu sentido de tal forma, que fica impossível acreditar que a crise seja passageira.

Num ambiente onde a incerteza é a protagonista, a economia sofre com perda investimentos produtivos, retração da indústria, aumento do endividamento público, rebaixamento e perda do grau de investimento, inflação em alta, câmbio desvalorizado, restrição de crédito…

Uma quase infinita nuvem de reveses econômicos que chega sem data para partir e prometendo ainda muita trovoada, raios e tempestades.

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O brasileiro não lembra mais como sobreviver num ambiente adverso com esse. E isso vai agravar ainda mais a situação. Ainda tem muita gente por aí achando que não tem crise nenhuma. Muitas famílias se endividando, muita gente fazendo escolhas financeiras erradas e muita empresa pequena ou média que ainda não foi atingida pela inércia econômica.

Cedo ou tarde todos sentirão os efeitos. É importante estar preparado!

Para as empresas, muita cautela, foco e agilidade para se reposicionar rápido ao menor sinal de brisa chegando.

Para as famílias, nada de se endividar. É hora de ter orçamento doméstico bem definido, cortar supérfluos, reduzir gastos e procurar formas para receber rendas extras, seja com aplicações financeiras, novo emprego, bicos ou qualquer outra atividade lícita que aumente renda familiar.

Olha a chuvaaa! É verdadeeee!