Com base na leitura  Errar é Humano: Economia Comportamental Aplicada à Aposentadoria, utilizei de um exemplo semelhante, feito por políticas públicas nos EUA. O caso em questão foi publicado na revista Psychology Today. Após um levantamento estatístico de que 1 a cada 3 americanos não poupava nada para a aposentadoria, surgiu a proposta de um plano de poupança automático para o empregado, denominado 401(K), que se iniciaria assim que ele começasse a trabalhar. O plano se trata de uma aplicação do dinheiro que deveria ser retido para o imposto de renda, com o empregado tendo o valor descontado não para o pagamento do imposto, mas dirigido para uma aplicação financeira, que não sofre nenhuma taxa até que seja retirada.

Apesar do nudge ser eficaz para incentivar a poupar, a proposta ainda traz controvérsias, principalmente pelo fato do valor poupado não ser o suficiente para se aposentar com um padrão de vida semelhante ao que o empregado possui enquanto trabalha, além de trazer a falsa sensação de dever cumprido, sendo que o processo para construir uma aposentadoria eficaz é muito mais complexo do que o proposto.

É válido ressaltar que, como em qualquer nudge, apesar de possuir a escolha-padrão, o empregado não é obrigado a aceitá-la, e tem liberdade para optar por outras aplicações. Em alguns casos mais raros, o empregago pode até mesmo designar alguém para administrar e decidir como serão investidos os ativos do plano.

Fonte: https://www.psychologytoday.com/blog/the-science-behind-behavior/201608/is-financial-nudging-american-consumers-backfiring” newwindow=”yes”

Texto escrito por: Thiago Luz, aluno da turma 01 do MBA de Economia Comportamental da ESPM.