Economia Comportamental

Por que não curto mais o meu trabalho?

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Quem nunca se sentiu desmotivado com o trabalho ou se viu procurando emprego sem nem saber o que de fato queria?

As empresas estão evoluindo, a gestão de pessoas está funcionando, os benefícios estão cada vez mais atrativos (academia, auxílio creche, idiomas, cursos no exterior, home office), os líderes estão sendo preparados para gerenciar equipes, dar resultado com o grupo, mas ainda assim encontramos pessoas desmotivadas, cansadas do seu trabalho, sem nem saber a razão.

E a cada novo colaborador desmotivado mais ações motivacionais são implementadas para envolver a equipe, mas essas ações são paliativas e não tratam a causa fundamental geradora do problema e um dos fatores que abordaremos hoje de alto impacto na motivação é a valorização e agregação do trabalho realizado.

Uma das minhas maiores dificuldades é em aceitar o retrabalho, todo retrabalho escancara uma falha que poderia ter sido prevista, o retrabalho é por falta de alinhamento prévio, falta de visão clara do que o cliente ou líder esperava receber, falta de comunicação entre as partes.

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Mas pior que o retrabalho é um trabalho ignorado, quantas vezes você teve que fazer um relatório, apurar um indicador, preparar um projeto, montar uma apresentação e simplesmente não ver o trabalho ser usado?

Quantas vezes seu líder solicitou um trabalho urgente, com dedicação intensa e na última hora te disse que não seria mais necessário?

No estudo e artigo do Dan Ariely, Man’s search for meaning: The case of Legos”, esses aspectos são abordados, avaliando a “produtividade” individual quando há uma variação do destino dado ao seu trabalho final.

De forma simples, o experimento remunerava as pessoas por entrega e assim que a pessoa terminava a sua entrega era perguntado se gostaria de fazer mais um produto, a diferença é que em um grupo a entrega era destruída assim que entregue e no outro grupo as entregas eram preservadas. O grupo em que via seu trabalho ser inutilizado no momento em que aceitava fazer mais uma entrega apresentou maior desmotivação, fazendo com que estes desistissem antes.

Um dos conceitos da Economia Comportamental que pode ser percebido nesta situação é o Efeito IKEA, que explica como tendemos a supervalorizar algo que fazemos. E quando vemos o nosso trabalho e nosso tempo dedicado em algo que é inútil a desmotivação toma conta.

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Imagem via: Sketchplanations

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Claro que isso já aconteceu e acontece, mas pode ter fim ou ao menos ser minimizado.

Uma sugestão é alinhar as expectativas da demanda recebida e a real necessidade, assim que receber uma solicitação da sua liderança questione o seu objetivo e se em algum lugar na empresa este produto já não está pronto. Faça acompanhamentos periódicos sobre o status da demanda e se a necessidade ainda existe.

Se você for o líder faça o papel de avaliar a real necessidade de gerar uma demanda antes de acionar o seu time, alinhe a expectativa e o objetivo do produto esperado, seja transparente e sincero. Um funcionário motivado e envolvido garante um processo estável e reduz a rotatividade e os custos atrelados a novas contratações, custo esse que vai além do processo seletivo.

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About the author

Ana Carolina Guimarães

Ana Carolina Guimarães

Consultora de gestão para resultados na Falconi e Black Belt, Engenheira Agrícola (UEG), Administradora (UFG), Pós Graduada em Auditoria em Controle (UFG), MBA em Economia Comportamental (ESPM).
Sou encantada por economia comportamental e tudo que podemos fazer através da sua aplicação.

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