Em tempos de muitos especialistas, nada melhor para se discutir do que o excesso de confiança e o viés do otimismo. Claro, nem tudo são flores, nem tampouco espinhos!

“Se os humanos não fossem inerentemente otimistas, talvez não tivéssemos evoluído até esse ponto. É preciso otimismo para assumir riscos, planejar um futuro e adiar a gratificação. Essa tendência ao otimismo muitas vezes nos leva a ter uma visão irrealista positiva de nós mesmos e de nossos futuros. Estudos mostram que a maioria das pessoas se vê acima da média em muitas categorias e que seus futuros são mais brilhantes que os dos outros.”[1].

Quem nunca desconfiou destes talentos instantâneos que atire a primeira pedra.

Na maioria das vezes que falamos sobre economia comportamental avaliamos os conceitos e seus impactos em terceiros, mas nós também fazemos parte do todo e somos reféns dos nossos comportamentos irracionais, o quanto somos honestos quanto aos nossos talentos? Você de fato é tudo o que você se vende?

Outro fator de alto impacto do excesso de confiança é a influência do gênero, “Alguns anos atrás, quando a Hewlett-Packard queria ver por que mais mulheres não ocupavam cargos de alta gerência, elas fizeram uma descoberta interessante:

As mulheres que trabalham na HP se inscreveram para uma promoção apenas quando acreditavam que atendiam a 100% das qualificações listadas para o trabalho. Os homens estavam felizes em se inscrever quando achavam que poderiam atender a 60% dos requisitos do trabalho.[2]

O excesso de confiança toma o lugar da preparação, do esforço e do planejamento. Por isso nos deparamos com especialistas com conhecimentos rasos e aplicando o mesmo discurso. A confiança ganha espaço quando o discurso encontra apoio, mas não é de se estranhar tantos especialistas?

Um dos aspectos que impactam no excesso de confiança é a frequência, “fazer algo com frequência, naturalmente, tenderá a aumentar sua habilidade. Mas parece que, à medida que as pessoas ganham experiência, sua confiança aumenta mais rapidamente que sua habilidade.”[3]

Podemos estar, não só superestimando nosso potencial, como também subestimando algumas atividades.

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Não estou aqui dizendo o que é certo ou errado, mas a busca pelo equilíbrio é necessária, uma pitada de confiança é importante para que você não desmereça todo seu esforço e formação, mas uma pitada de cautela é indispensável. 😉

REFERÊNCIAS