Humanomics traz uma discussão necessária e retoma os escritos de um dos maiores pensadores econômicos de todos os tempos: Adam Smith.

Tenho recebido muito pedido de indicação de livros dos leitores aqui do Geek. Então pensei em termos por aqui dois tipos de indicação de livros. Uma será dos livros que já lemos e virá acompanhada de uma resenha juntamente com nossos comentários elogios, críticas e um review como fizemos neste post aqui.

Outro tipo de indicação será dos livros que estamos lendo ou que entraram para nossa fila de leitura. Aqui, apesar de reconhecer ser um terreno perigoso, vamos recomendar alguns livros que ainda não lemos, mas que leremos com certeza.

Que tal então já começarmos com uma recomendação de leitura, direto da nossa fila de livros ainda não lidos?

Nem sempre conseguimos ler tudo para resenhar aqui, mas alguns livros merecem ser recomendados mesmo antes de termos lidos. Pode parecer que estamos comprando o livro apenas pela capa, mas não foi bem assim.

Fazendo uma pesquisa ampla a respeito dos escritos da lenda Adam Smith para escrever um post aqui em homenagem ao que seria o aniversário do filósofo, acabei por encontrar um livro cuja resenha da editora impressionou demais. E como coincidências não existem…

Logo após me deparar com o título, recebi um e-mail da AEA (American Economic Association) com as resenhas selecionadas de publicações sobre economia. Adivinhem qual livro estava na relação de resenhas?

Humanomics: Moral Sentiments and the Wealth of Nations for the Twenty-First Century.

RESENHA DA EDITORA

Para que não digam que estou exagerando, vou postar aqui a resenha da editora. (grifo nosso)

Embora a análise neoclássica funcione bem para estudar o intercâmbio impessoal nos mercados, ela não consegue explicar por que as pessoas se comportam da maneira que fazem em seus relacionamentos pessoais com a família, vizinhos e amigos. Em Humanomics, o economista ganhador do Prêmio Nobel Vernon L. Smith e seu co-autor Bart J. Wilson, de longa data, trazem seu estudo de economia em círculo completo, retornando ao fundador da economia moderna, Adam Smith. Em algum momento nos últimos 250 anos, os economistas perderam de vista toda a gama de sentimentos, pensamentos e conhecimentos humanos na vida cotidiana. Smith e Wilson mostram como o modelo de socialidade de Adam Smith pode re-humanizar a economia do século XXI, reforçando-a com sentimentos, sentimento de companheirismo e um senso de propriedade – o material do qual as relações humanas são construídas.

Certamente uma discussão necessária, muito atual e com tudo a ver com a Economia Comportamental. Por isso me apressei a compartilhar essa recomendação aqui, mesmo sem ainda ter lido. Confesso que este livro acabou de furar toda minha fila de leitura rsrsrsrsr.

Aproveitando a oportunidade e para deixar algo mais detalhado a respeito dos assuntos que são tratados no livro, vou deixar a resenha publicada no Journal of Economic Literature Vol. 57, Issue 2 June 2019.

Aproveitem!

RESENHA PUBLICADA NO JOURNAL OF ECONOMIC LITERATURE

[O livro] explora o modelo de socialidade de Adam Smith como uma forma de re-humanizar a economia do século XXI, integrando insights da Teoria dos Sentimentos Morais e da Riqueza das Nações na análise empírica contemporânea. Avalia a Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smith e um Inquérito sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações para entender a ideia de viver em dois mundos paralelos. Examina palavras e significado nos escritos de Adam Smith. Análises de conduta no universo social. Detalhes do estudo de Frank Knight sobre as limitações do método científico em economia. Investiga os axiomas e princípios de Adam Smith para entender a conduta humana. Explica as proposições de Adam Smith para prever ações específicas do contexto. Considera propriedade e simpatia em uma ordem social governada por regras. Descreve estudos e descobertas de jogos de confiança. Estuda o Ultimatum Game como extorsão involuntária. Olha para a confiança e confiabilidade de acordo com The Theory of Moral Sentiments. Reconsidera a estrutura formal da teoria tradicional dos jogos. Reflete sobre narrativas e em torno da economia experimental. Smith é o George L. Argyros Endowed Chair em Economia e Finanças na Chapman University, Califórnia.

Ufa! Perderam o fôlego? Eu sim! Rsrsrs.

E já vou encerrando por aqui, pois tenho um fila de livros para ler e outras coisas a fazer para liberar tempo para dedicar a este livro aí.

Até o próximo post pessoal!