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Como a crise mudou o consumo? Entenda!

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Como a crise mudou o consumo?

Levantamento publicado no New York Times mostra como a crise mudou o consumo dos norte-americanos.

A expressão tempos de guerra tem sido cada vez frequentemente usada para definir a crise atual causada pelo Coronavírus (COVID-19). Nesse contexto de guerra é de se esperar que o comportamento mude. Se dentre todas as faces de nosso comportamento, o consumo é sem dúvidas um dos mais impactados pelos “tempos atuais de guerra.”.

Que haveria alteração no perfil de consumo todos já sabiam, ou pelo menos para os mais desatentos, havia uma desconfiança. Essa mudança de início se concretizou pelo espantoso consumo de papel higiênico. Sem propósito racional aparente, houve uma corrida aos mercados para compra de papel higiênico. Certamente diversos vieses muito nítidos agiram para impulsionar esse comportamento que resultou em consumo de manada verificado nos mercados mundo afora.

Como a crise mudou o consumo: categorias mais impactadas na crise

O gráfico abaixo, publicado em 14 de abril de 2020 no jornal New York Times, mostra para os EUA, as mudanças no consumo da população por categoria de consumo. Ao longo dois dias após notificação do primeiro caso de coronavírus naquele país, apenas o consumo em mercados (groceries) apresentaram variação positiva, ou seja, aumento no consumo.

Demais categorias como saúde e bem estar, entretenimento, restaurantes, transportes, shopping e viagens sofreram reduções significativas. Três destas categorias se destacaram pela sua variação negativa, ou seja pela redução no consumo, são elas:

Viagens: com aproximadamente 80% de queda no consumo

Shopping: com 55% de queda no consumo

Transporte: 45% de queda no consumo

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Mudança no consumo em 2020 comparado com 2019

A matéria do New York Times foi além. Em outro gráfico que reproduzo abaixo, é mostrado a comparação entre o ano de 2019 e 2020 (até 1º de abril) por categoria de consumo. O gráfico chama a atenção em especial por duas variáveis: o montante gasto por categoria de consumo e o tamanho da variação por categoria.

Maiores quedas em volume financeiro:
Mobile e Fast Food com quedas expressivas no volume financeiro gasto, indicando que houve corte de gastos, mas pouco cancelamento de serviços. Isso dá indícios de quão importantes são os dois itens na cesta de consumo dos norte-americanos.

Maiores quedas em percentual de variação
Cinemas, companhias aéreas, cruzeiros e academias de ginástica. Nessas categorias, era esperado a queda em cinemas, afinal de contas as pessoas estão em isolamento. Interessante comparar com o crescimento substantivo do gasto com serviços de streaming de vídeo. Aqui podemos fazer uma analogia a produtos substitutos. Se não posso ir ao cinema, os streamings são substitutos quase perfeitos para os norte-americanos.

Para as categorias de companhias aéreas e cruzeiros o raciocínio é o mesmo. Pessoas estão com severas limitações de circulação. Países fecharam fronteiras e companhias cancelaram pacotes, voos e vendas.

Academias de ginástica, fica pela conta do isolamento também, com reforço da questão de que nesses dias, aglomerações estão com orientações e até mesmo proibições.

Para finalizar, cabe destaque para as três as categorias que apresentaram maior variação positiva nos gastos: games (jogos), entrega de comida e mercados online. Das três um se destaca como categoria em tese não essencial: games. Mas com grande número de crianças em casa e pais trabalhando em home office, jogos podem ser a saída para entreter a garotada enquanto os pais trabalham e dão conta das tarefas domésticas.

como a crise mudou consumo - grafico 02Clique na imagem para ampliar

Aqui em casa esse comportamento se repetiu tal como nos EUA. Durante o isolamento alguns jogos online foram fonte de gastos para minha filha. Outros reais foram gastos com jogos para o papai, que apesar de estar em home office, precisa de alguma forma de diversão além dos filmes e séries.

E me deixa ir jogar um pouco que esse post já ficou longo demais!

Até a próxima geeks.

About the author

Anderson Mattozinhos

Anderson Mattozinhos

Economista, bookaholic, tecnófilo e jogador inveterado de videogames.

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